Porto Velho, RO – Servidores federais de Rondônia, Roraima e Amapá encerraram o ano de 2025 sob um cenário de incerteza após a suspensão das portarias e atas de enquadramento da transposição pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O tema foi debatido durante o programa “Café Sindical”, apresentado pelo professor Mário Jorge e promovido pelo Sindsef-RO na última sexta-feira (09).
Participaram do debate lideranças sindicais, entre elas Almir José, presidente do Sindsef-RO; Pedro Vilson, vice-presidente; Maria José, da área de Finanças; Flávia Hiromi, da Administração; Eliete Azevedo, do setor Sociocultural; Francisco de Souza, representante do Ex-Território; Marco Nunes, do Amapá; José Gibin, de Roraima; além da assessora parlamentar em Brasília, Vera Rodrigues. O grupo manifestou indignação com a decisão do MGI, tomada na véspera de Natal, sem aviso prévio ou nota oficial explicando a interrupção do processo.
A suspensão impacta diretamente mais de duas mil pessoas apenas em Rondônia, que aguardam a correção do nível Auxiliar (NA) para o nível Intermediário (NI), considerada uma reparação de direitos históricos. Segundo Almir José, diante da falta de esclarecimentos por parte do governo federal, já há movimentações políticas em curso, incluindo um pedido formal de informações protocolado pela deputada federal Silvia Cristina.
Informações de bastidores apontam que a paralisação teria ocorrido por supostas “inconsistências” técnicas, com a promessa informal de retomada das publicações na primeira semana de fevereiro de 2026. No entanto, lideranças sindicais alertam para o risco imposto pelo calendário eleitoral, que restringe atos administrativos envolvendo benefícios a servidores nos meses que antecedem as eleições.
Durante o programa, o secretário-geral do Sindsef-RO, professor Mário Jorge, destacou que a demora pode comprometer todo o processo caso as portarias não sejam publicadas ainda no primeiro semestre. A falta de transparência da comissão do MGI é vista como desrespeito à categoria e ameaça de novo atraso prolongado.
Como resposta, sindicatos de Rondônia, Roraima e Amapá decidiram unificar forças. Entre as ações previstas estão articulações com parlamentares da bancada federal, como o senador Randolfe Rodrigues, pelo Amapá, e o ex-senador Acir Gurgacz e o senador Confúcio Moura, em Rondônia, além da organização de uma comitiva a Brasília no início de fevereiro. O objetivo é cobrar do MGI a retomada das portarias e a implantação de um sistema de enquadramento automático, garantindo agilidade e segurança jurídica aos servidores antes do período eleitoral.
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