
Porto Velho, RO - A produção científica tem se consolidado como um dos
pilares da formação acadêmica na área da saúde — e um recente resultado
comprova isso na prática. A partir de uma oficina de produção científica,
realizada com base em dados do Ministério da Saúde obtidos por meio do DATASUS,
estudantes conquistaram um feito expressivo: a aprovação de cinco trabalhos
para apresentação na Assembleia Geral da IFMSA Brazil UNNESA.
A iniciativa reuniu 30 acadêmicos, que participaram
ativamente das oficinas voltadas à construção de pesquisas científicas. Ao
todo, foram elaborados 10 resumos, dos quais 7 foram submetidos e 5 aprovados
pelo comitê científico da assembleia para apresentação em formato de banner.
O desempenho garantiu à instituição o destaque de maior
número de trabalhos aprovados entre as instituições de ensino de Rondônia —
todos desenvolvidos integralmente durante as oficinas.
Os trabalhos aprovados abordam temas relevantes para a
saúde pública na região Norte do país, com análises baseadas em estudos
ecológicos:
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Mortalidade por Neoplasia Maligna
de Colo de Útero na Região Norte entre 2020 e 2024
●
Tendência da Mortalidade por
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica na Região Norte
●
Análise Comparativa das Mortes
Autoprovocadas entre Gêneros na Amazônia Brasileira
●
Tendências da Mortalidade por
Hepatite Viral na Região Norte
●
Mortalidade por Tuberculose na
Região Norte entre 2019-2024, com análise do impacto da pandemia de COVID-19
Para Isabela, diretora de pesquisa e extensão, o
resultado representa muito mais do que números.
“Esse resultado vai além dos números. Ter cinco
aprovações entre sete trabalhos, sendo o maior quantitativo do estado, mostra
que estamos conseguindo não só incentivar, mas também qualificar a produção
científica dos alunos. Isso evidencia o comprometimento dos participantes e a
capacidade de transformar conhecimento em produção acadêmica de qualidade. Para
mim, é a confirmação de que estamos no caminho certo ao fortalecer a ciência
desde a base e ampliar essas oportunidades dentro do nosso estado”, destaca.
A presidente local do comitê IFMSA Brazil UNNESA, Maria
Isabel, reforça o papel transformador da iniciativa na formação acadêmica.
“As oficinas de produção científica têm um papel
fundamental na formação acadêmica, pois estimulam o pensamento crítico, o
desenvolvimento de habilidades de pesquisa e a construção do conhecimento de
forma coletiva. Além disso, a produção e a divulgação científica são essenciais
para transformar dados em impacto real, permitindo que evidências contribuam
para a melhoria da saúde da população e para o avanço da ciência”, afirma.
Segundo ela, aproximar os estudantes desse tipo de
experiência contribui diretamente para a formação de profissionais mais
preparados e conscientes.
A coordenadora de extensão e iniciação científica,
Marcela Oliveira, também destaca a relevância do envolvimento estudantil com a
pesquisa.
“O comprometimento da IFMSA com a pesquisa científica
demonstra o espírito da faculdade e do curso de Medicina no melhoramento
contínuo da formação médica, além de reforçar o papel da ciência no
desenvolvimento tecnológico e na qualificação do atendimento à população”,
pontua.
A conquista reforça o impacto de iniciativas que unem ensino, pesquisa e extensão, evidenciando que, quando estimulados desde cedo, os estudantes são capazes de produzir conhecimento relevante e contribuir de forma concreta para a sociedade.