Porto Velho, RO – A direção do Sindsef-RO realizou uma reunião em Porto Velho com seus Delegados de Base para debater os entraves na publicação de novas portarias de transposição e reenquadramento. O encontro foi marcado por duras críticas à inação da bancada federal de Rondônia e pela constatação de que o estado depende de políticos de outras unidades da federação para avançar nas pautas dos servidores.
O presidente Almir José e o secretário de Assuntos Jurídicos, Francisco Torres, destacaram a falta de força política local. “Infelizmente, não temos uma bancada atuante”, afirmou Almir. Torres foi mais enfático: “Hoje, temos poucas pessoas trabalhando no MGI em prol de Rondônia. Se não tiver um parlamentar que cobre mais ações do ministério, vamos continuar assim, com o pires na mão”.
O advogado Tiago Wagner, do Escritório Fonseca e Assis, parceiro do sindicato, informou que mantém contato diário com a Comissão Especial dos Ex-Territórios (CEEXT), mas o principal obstáculo é a lentidão técnica causada pelo baixo número de servidores analisando os processos no MGI.
Diante do cenário de abandono político, os Delegados de Base presentes concordaram que “já está na hora de se mobilizar para eleger um representante que leve as pautas dos servidores a Brasília e defenda o serviço público de qualidade”.
O Sindsef-RO reforçou que todos os avanços obtidos até agora foram fruto do esforço próprio do sindicato, de seu escritório de advocacia e do apoio pontual do ex-senador Acir Gurgacz.
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